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#atualidade – De onde vêm e para onde vão os SUV?

#atualidade – De onde vêm e para onde vão os SUV?

Hoje em dia não se inventa propriamente nada de novo. Tudo o que havia para inventar já o foi, e aquilo a que chamamos de novo, é tão somente algo que resulta da fusão e adaptação de conceitos existentes.

E a verdade é que funciona, embora nem sempre…assim de repente, misturar um ensopado de borrego com um bacalhau à zé do pipo não será certamente das inovações mais felizes. Um ensopalhau de borripo? Bom, continuando…

Falando de automóveis, houve uma que funcionou particularmente bem e que continua a funcionar. Já ouviu falar em SUV? Uma sigla de origem inglesa que significa Sport Utility Vehicle. E isso traduz-se exactamente no quê? Hoje em dia já não é assim tão fácil de designar, porque o conceito sofreu diversas adaptações e metamorfoses, mas basicamente, a história começa com um “era uma vez” jipes e carrinhas familiares, dois tipos distintos de automóveis que alguém se lembrou de cruzar. Aliar a imponência, carácter aventureiro e e posição de condução elevada típicas de um jipe tradicional ao conforto, espaço e vocação familiar características de uma station-wagon. Na altura ninguém sabia que aquilo era sequer um SUV, a designação só viria vários anos depois.

O resultado foi um tipo de automóvel que não era particularmente exemplar em nenhuma das áreas, porque convenhamos, não se pode ser bom em tudo. Com a agilidade dinâmica de um Fernando Mendes, a aerodinâmica de um roupeiro em talha antiga e o apetite de um…vá, também do Fernando Mendes, esta parecia ser uma ideia condenada ao absoluto fracasso. No entanto, numa inesperada reviravolta tornou-se num absoluto sucesso.

Em Portugal, pode-se dizer que o tiro de partida deu-se com o lançamento do Toyota RAV4 em 1994, um modelo que apesar de não ter conquistado verdadeiramente o coração dos portugueses, veio abrir as portas a uma categoria que não se enquadrava nos parâmetros pré-definidos da oferta automóvel.

Muitos fabricantes não quiserem ficar atrás, surgindo o Honda CR-V, Nissan Terrano e Opel Frontera só para enumerar alguns. Apesar de terem aptidões para o fora de estrada, percebia-se que a sua filosofia não era a de um verdadeiro todo-o-terreno.

Nas marcas designadas como premium, a Mercedes lançou-se no mercado com o ML, um automóvel que não sendo inédito na sua gama, deixou de pulga atrás na orelha as suas conterrâneas alemãs. E deste modelo em particular posso falar, porque na altura, ainda confuso sobre a sua verdadeira vocação, levei-o para uma inofensiva aventura todo-o-terreno nocturna e acabei por ficar quase imediatamente atolado, sendo forçado a pernoitar enregelado no seu interior. No asfalto não era muito melhor, especialmente nas curvas onde me sentia ao volante de uma Gelly-Já de ananás.

Hoje a maioria dos fabricantes tem pelo menos um na sua gama, uns mais urbanos, outros compactos, uns a pender mais para o desportivo e outros mais luxuosos.

SUV, SAV, Crossover…chamem-lhes o que quiserem, eles vieram para ficar e estão a tomar conta das estradas portuguesas. Até quando? Cá estaremos para o avisar.

#thecaradviser

About the Author

Sou consultor automóvel e piloto de testes para muitos dos Ensaios TCA. Pelas minhas mãos já passaram muitas máquinas, por isso contacte-me. Estou cá para partilhar a minha experiência e confiança consigo.